quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vem aí a XXI Romaria das Águas e da Terra/MG/7a Reunião de Preparação/L...

Vem aí a XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais – 7ª Reunião de Preparação em Lagoa da Prata/Diocese de Luz/MG – 16/6/2018.

 Mais uma feliz reunião de preparação da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais aconteceu em Lagoa da Prata, Diocese de Luz, MG, no dia 16/6/2018. Com entusiasmo e renovado ardor profético, os participantes apresentaram a camiseta da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, que tem como tema: “Das Nascentes do São Francisco às Terras da Justiça” e como lema: “Cuidando da Mãe Terra e da Irmã Água”. No próximo dia 23/6/2018 – sábado – acontecerá a 1ª Pré-Romaria da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais; será em Arcos, Diocese de Luz, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, das 13h às 17h. Iluminados pelo Evangelho de Jesus de Nazaré, inspirados pela Carta do Papa Francisco, “Laudato Si” (Louvado Seja – Sobre o Cuidado com a Casa Comum), façamos da XXI Romaria das Águas e da Terra do Estado de Minas Gerais, o encontro profético, missionário, de anúncio, de denúncia, de solidariedade, de comunhão de luta contra toda forma de destruição da vida, em toda sua biodiversidade, em especial da morte lenta do rio São Francisco e suas nascentes, que clamam por socorro, por revitalização.

* Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI.
Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG.

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Povos indígenas na RMBH: vital o apoio dos/das parceiros/as. CEDEFES/BH...

Povos indígenas na RMBH: é vital o apoio dos/das parceiros/as. Abril Indígena – CEDEFES - Belo Horizonte/MG. 7a parte. 23/4/2018.

 A realidade dos Povos Indígenas na cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) é preocupante e causa indignação nas pessoas que defendem o respeito e a justiça como direitos fundamentais de todos e todas, sem distinção. A violência crescente, o preconceito, a discriminação, a ausência de políticas publicas específicas para a população indígena da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das ameaças de despejo de territórios onde aldeias estão acampadas, motivaram integrantes do CEDEFES ((Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), a promoverem oportuno e importante debate, inserido nas atividades do “Abril Indígena”, com o tema: “Direitos Indígenas e a questão ambiental: partilhando reflexões para a luta”. Além de várias lideranças indígenas, participaram desse debate a Professora Dra. Alenice Baeta, historiadora e arqueóloga, e outros/as integrantes do CEDEFES, o frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, o Pablo Camargo, historiador e indigenista, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), entre outros. Uma das ações concretas resultantes desse debate foi o compromisso da diretoria do CEDEFES de solicitar uma Audiência Pública à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para que seja realizado o debate desses graves problemas (principalmente a violência), enfrentados pelos Povos Indígenas na RMBH) e sejam, consequentemente, definidas diretrizes eficientes que garantam aos Povos Indígenas seus direitos de ir e vir com segurança, de manifestar sua cultura e, sobretudo, garantam o respeito à sua dignidade humana. Nesse vídeo, Kapua Lana, liderança indígena do Povo Puri, que trabalha como biólogo na Prefeitura de Ibirité/MG, fala da necessidade de apoio para que seja estruturada a Aldeia Indígena em São Joaquim de Bicas, MG, de forma a assegurar às famílias indígenas da aldeia condições digna de vida.

*Reportagem do frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI.
Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/4/2018.

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Povos Indígenas da RMBH (Belo Horizonte): luta necessária. 6a parte. CED...

Povos Indígenas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH): consciência da luta necessária. Roda de Conversa no CEDEFES. 6a parte. 23/4/2018.

Um rico e necessário debate foi realizado no CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), dia 23/4/2018, em Belo Horizonte/MG,  inserido no “Abril Indígena”, com o tema: “Direitos Indígenas e a questão ambiental: partilhando reflexões para a luta”.  O debate se deu em uma Roda de Conversa da qual  participaram várias lideranças indígenas, a Professora Dra. Alenice Baeta, historiadora e arqueóloga, e outros/as integrantes do CEDEFES, o frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, o Pablo Camargo, historiador e indigenista, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), entre outros.  Nesse vídeo, a professora Izabel Missagia, membro integrante do CEDEFES, Doutora em Ciências Sociais (Área: Sociedades Indígenas), professora na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fala da importância de se ampliar e fortalecer a Rede de Articulação na luta com e pelos Povos Indígenas, lembrando que as dificuldades e os problemas enfrentados pelos indígenas na capital mineira e Região Metropolitana de Belo Horizonte são comuns a todos os Povos Indígenas do Brasil. Kapua Lana Puri, liderança indígena do Povo Puri, biólogo trabalhando na Prefeitura de Ibirité, MG, relata ações da Comunidade Indígena no Distrito de Padre Brito, município de Barbacena/MG, como o 2º Festival da Cultura do Povo Puri de Padre Brito, da organização e luta da Comunidade pelo resgate e reconhecimento de sua cultura, e por direitos.  Pablo Camargo, historiador e indigenista da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), apresenta uma visão geral dos indígenas em Minas Gerais e no Brasil, o enfrentamento constante com empresas, grileiros, latifundiários que avançam sobre suas terras, destroem o meio ambiente, e destaca também a importância da luta para a retomada de terras e garantia de direitos dos Povos Indígenas.

*Reportagem do frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/4/2018.

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, MG: luta por território e pelo direito de ser cigano/a. 18/6/2018.


Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, MG: luta por território e pelo direito de ser cigano/a. 18/6/2018.


O Acampamento Cigano localizado ao lado da Lagoa de Santo Antônio, no município de Pedro Leopoldo, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), luta e resiste em defesa de seus direitos. Diversas forças vivas da sociedade organizada têm apoiado esta luta. No dia 14 de junho último (2018), mais uma visita foi realizada à comunidade. Lideranças da Comunidade Cigana de São Pedro (em Ibirité, MG), da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e representante do Kaipora (Laboratório de Estudos Bioculturais (UEMG – Unidade Ibirité) foram muito bem acolhidos pela comunidade, que relatou seus principais desafios. Visitamos as tendas das 14 famílias da Comunidade. Percorremos toda a área. Reunimo-nos com a Comunidade e fizemos uma longa reportagem, em vídeo e fotos, que será divulgada em breve. Isso para fortalecer a luta pelos sagrados direitos da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo. E, também, para fortalecermos a luta pela revitalização da Lagoa de Santo Antônio.
A cidade de Pedro Leopoldo foi fundada em 27 de janeiro de 1924, todavia, uma das ocupações humanas mais antigas em Minas Gerais foi identificada exatamente neste município, na caverna Lapa Vermelha, que data de 11.500 anos atrás. Trata-se, assim, de uma cidade com uma história milenar onde homens, mulheres e crianças de grupos culturais e étnicos distintos em passado remoto percorreram e utilizaram as grutas e lagoas calcárias da região como ponto de apoio em busca da sua subsistência, deixando impressas as marcas e vestígios da sua produção cultural e passagem. Hoje uma grande relíquia e herança patrimonial de todos!  Segundo o IBGE – dados de 2017 -, Pedro Leopoldo abriga uma população de 63.837 habitantes, entre os quais estima-se a existência de mais de 200 famílias ciganas. A presença cigana em Pedro Leopoldo é, assim, histórica, e marcadamente tradicional. Da mesma maneira que os munícipes e o poder público têm demonstrado tanto orgulho das terras de Pedro Leopoldo terem servido de abrigo para a comunidade da mulher “Luzia”- fóssil humano que reacendeu questionamentos acerca da teoria da origem do homem americano - deveriam também ter muito orgulho em acolher as tradicionais comunidades ciganas. Mas o quadro tem sido outro, lamentavelmente. Via poder judiciário e pressão da Polícia Militar, a prefeitura de Pedro Leopoldo já expulsou 31 famílias de ciganos de outro Acampamento na cidade, onde outras quatro famílias resistem em casas de alvenaria, mas respondendo processo judicial movido pela prefeitura para expulsá-las.
A beleza da Comunidade Cigana contrasta com a grande precariedade de condições reais de vida. Estão sobrevivendo com migalhas e improvisos de água e de energia, e sem nenhuma estrutura de saneamento básico.
A Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio vem sendo alvo do descaso e da discriminação do poder público desde quando se instalou no local, há 10 anos. Não há nenhum tipo de atendimento de serviços públicos como saneamento e fornecimento regular de energia e água – direito garantido deste vulnerável povo tradicional! Há vários casos de ciganos/as com necessidades graves e urgentes de tratamentos de saúde que não estão sendo atendidos no sistema SUS. Assim como as demais comunidades ciganas espalhadas pelo país, as ciganas e os ciganos do Acampamento da Lagoa de Santo Antônio enfrentam o preconceito e a discriminação racial. Não bastasse a situação de violação de direitos humanos básicos em que sobrevivem, no início de 2018, a comunidade foi notificada pela Polícia Militar e Prefeitura de Pedro Leopoldo para que saíssem do local. Desde então, a comunidade relata que há constante vigilância e perseguição, tornando o seu cotidiano ainda mais angustiante e incerto. Grupos de defesa do meio ambiente também têm acusado a comunidade de impactar negativamente o ecossistema da Lagoa de Santo Antônio. Todavia, o que se percebe na região é que os principais impactos ambientais facilmente identificados na Lagoa de Santo Antônio, e que são muitos, são puramente resultados da ausência de políticas públicas efetivas de saneamento, expansão urbana desordenada e de preservação ambiental na mesma e seu entorno, além da degradação de áreas de nascentes, possivelmente decorrentes também de atividades de mineração. O Acampamento Cigano, portanto, é vítima e não a causa da degradação da Lagoa de Santo Antônio. É importante lembrar ainda que esta localidade encontra-se no coração da Área de Preservação Ambiental - APA Carste Lagoa Santa[1], unidade de conservação federal que visa garantir a conservação do patrimônio paisagístico do seu sistema hídrico e cultural, visando o uso racional dos recursos naturais da região. Vi e ouvimos os clamores da Lagoa de Santo Antônio gritando por revitalização. Fomos informados que a Lagoa era “mil vezes maior” e está sendo secada, vítima de injustiça socioambiental. É urgente revitalizar toda a bacia da Lagoa de Santo Antônio.
Diante disso, denunciamos a ausência de políticas públicas que garantam o direito ao território e outros direitos humanos fundamentais para a comunidade cigana da Lagoa de Santo Antônio. Reivindicamos que o Poder Público arrume terreno adequado, em tamanho e qualidade, para que todas as Comunidades Ciganas possam viver com dignidade e cultivando sua linda tradição cultural. Ao mesmo tempo, anunciamos a vida, a força, a beleza e a coragem da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio: mulheres, homens e crianças que lutam, junto com uma Rede de Apoio, pelo direito à vida e de viver a partir de sua própria cultura!
Acolhendo os clamores também da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, MG, uma Rede de Apoio se formou, constituída pelo CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), pela CPT-MG (Comissão Pastoral da Terra – www.cptmg.org.br ), pela Associação Nacional das Etnias Ciganas do Brasil (ANEC), por Advogadas e Advogadas Populares da RENAP (Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares – www.renap.org.br ), pela Procuradoria Geral do Ministério Público Federal (MPF), por meio do Dr. Edmundo Antônio Dias Neto Júnior, Núcleo de Prática Jurídica (NPJURIH) do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, Professoras/res da UEMG Unidade de Ibirité, Núcleo de Estudos Ciganos  da UFMG, Defensorias pública estadual (DPE/MG) e da União (DPU);  e MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), entre outros, mobilizando-se em defesa da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio. 
Alertamos para os direitos ciganos prescritos na Constituição Federal, no Estatuto dos Povos Ciganos (em tramitação no Congresso Nacional), tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que exige respeito aos direitos dos Povos Tradicionais, entre os quais estão os Povos Ciganos. Reivindicamos que a prefeitura crie uma Política Pública Municipal voltada especificamente para as Comunidades Ciganas, o que é exigência da Política Nacional de Povos Tradicionais e, agora também, estadual, pois há alguns meses o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, regulamentou a Lei que trata dos Povos Tradicionais. Portanto, o poder público municipal tem o dever, pra ontem, de garantir território para assentamento de todas as famílias ciganas existentes no município e todas as políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social etc. Criar um Centro de Tradições Ciganas é também um dever do poder público e direito do povo cigano.
Feliz quem reconhece as belezas milenares da cultura cigana e se compromete na luta em defesa destes povos que dignificam a plural cultura brasileira!
Todo apoio e solidariedade aos Povos Ciganos nessa luta por terra e por respeito aos seus direitos, à sua dignidade!

Assinam essa Nota Pública:
Liderança da Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, MG;
Lideranças da Comunidade Cigana de São Pedro (em Ibirité, MG);
CPT (Comissão Pastoral da Terra);
Kaipora (Laboratório de Estudos Bioculturais (UEMG – Unidade Ibirité);
CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva).

Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, MG, 18 de junho de 2018.













Fotos feitas pelo prof. Emanuel Almada, dia 14/6/2018, na Comunidade Cigana da Lagoa de Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, MG.







[1] A APA foi criada pelo Decreto Federal n. 98.881 de 25 de Janeiro de 1990, em função da relevância que as associações cársticas têm em âmbito nacional, em termos paisagísticos, de fauna e flora, de riquezas subterrâneas cênicas, minerais e fossilíferas, em aspectos históricos, pré-históricos, culturais e nas particularidades de seu sistema hídrico. O objetivo da APA é garantir a conservação do conjunto paisagístico e da cultura regional, proteger as cavernas e demais formações cársticas, sítios arqueológicos e paleontológicos, a vegetação e a fauna, conciliando o patrimônio natural e científico às condições de intenso desenvolvimento urbano e industrial próprias à região. Confira o link, a seguir:



Povos Indígenas da RMBH/MG: Luta por reconhecimento e por direitos/CEDEF...

Povos Indígenas da RMBH/MG: Luta por reconhecimento e por direitos. Abril Indígena no CEDEFES. 5ª Parte. 23/4/2018.

O CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ), em Belo Horizonte/MG, promoveu o “Abril Indígena”,  valorizando o mês dedicado aos indígenas, legítimos guardiães das terras brasileiras, com o debate: “Direitos Indígenas e a questão ambiental: partilhando reflexões para a luta”.  Desse debate participaram várias lideranças indígenas, a Professora Dra. Alenice Baeta, historiadora e arqueóloga, e outros/as integrantes do CEDEFES, o frei Dr. Gilvander Moreira, da CPT, o Pablo Camargo, historiador e indigenista, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), entre outros.  Nesse vídeo, kapua Lana Pori, liderança indígena do Povo Puri, biólogo que trabalha na Prefeitura de Ibirité/MG, fala  da organização e da luta do povo Puri, sobrevivente ao genocídio imposto aos povos indígenas no Brasil. De modo particular, Kapua  fala dessa luta em um Distrito de Barbacena, MG, e região, para resgatar suas origens, sua cultura e fazer valer seus direitos à retomada de terras, ao acesso às políticas públicas, entre outros. Eni Carajá Filho, do Povo Carajá, fala de sua ancestralidade e aborda também a luta constante dos Povos Indígenas por reconhecimento, por direitos e sugere ações concretas para que essa luta tenha visibilidade e, assim, mais pessoas tenham conhecimento das dificuldades enfrentadas pelos indígenas em Belo Horizonte e RMBH. Em tempo de retomada do que lhes foi tirado pela colonização, os Povos Indígenas de Belo Horizonte e Região Metropolitana de BH contam com expressiva Rede de Apoio no fortalecimento dessa luta.  Por dignidade, por respeito, por direitos, Povos Indígenas e Rede de Apoio seguem firmes na luta e na resistência!

*Reportagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, Dr. em Educação pela UFMG. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23/4/2018.

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Violência contra Povos Indígenas em Belo Horizonte, MG. CEDEFES. 4ª Part...

Violência
contra os Povos Indígenas, em Belo Horizonte, MG: Roda de Conversa no CEDEFES.
4ª Parte. 23/4/2018.

Povos Indígenas, em Belo
Horizonte, capital mineira, e na Região Metropolitana de BH (RMBH), ao longo
dos anos, têm sido vítimas de violência, discriminação, preconceito e racismo
por parte, principalmente, do Poder Público, que se nega a cumprir a lei na
responsabilidade da assistência, do desenvolvimento de politicas públicas
específicas para os Povos indígenas e ainda tenta lhes tirar seus direitos
assegurados pela  Constituição
Federal,  sem respeitar, sobretudo, sua
legitimidade de verdadeiros donos das terras brasileiras.  Essa irresponsabilidade do Poder Público
fomenta atitudes de ódio e violência, por parte da população e, sobretudo, por
parte da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e da Guarda Municipal de
Belo Horizonte, que se julgam com poder para intimidar, perseguir e violentar
integrantes dos Povos Indígenas, tanto física como moralmente. Se nos causa
indignação a violência, com tantos assassinatos de indígenas, nas matas e
florestas, pela expropriação de suas terras pelos "brancos", essa
mesma indignação se manifesta pela falta de respeito à dignidade dos Povos
Indígenas nas cidades, especificamente, nesse caso, na Região Metropolitana de
Belo Horizonte. Tanto nas matas como na cidade, essa violação de direitos é
provocada pela ganância do capital e pela cumplicidade do Poder Público com o
sistema do capital,  que se manifesta
conivente dessas ações de violência. Essa alarmante e preocupante situação a
que estão expostos os Povos Indígenas na cidade de Belo Horizonte e Região
Metropolitana motivou a Roda de Conversa realizada no CEDEFES (Centro de
Documentação Eloy Ferreira da Silva - www.cedefes.org.br ), em Belo
Horizonte/MG, no dia 23/4/2018, que teve como tema: “Direitos Indígenas e a
questão ambiental: partilhando reflexões para a luta”. Participaram dessa Roda
de Conversa várias lideranças indígenas, a Professora Dra. Alenice Baeta,
historiadora e arqueóloga, e outros/as integrantes do CEDEFES, o frei Gilvander
Moreira, da CPT, o Pablo, da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), entre
outros.  A luta por respeito aos direitos
dos Povos Indígenas na capital mineira e Região Metropolitana se intensifica e a
Rede de Apoio cresce e se fortalece. 
Respeitar os Povos Indígenas e seus direitos é dever de todos, o que
passa por respeito aos seus saberes, à sua cultura, à sua vida.

*Filmagem de frei Gilvander
Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de
Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 23 de abril de 2018.

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Programa PALAVRAS DE FÉ COM FREI GILVANDER, via Rádio Estúdio Brasil. 14/6/2018


Programa PALAVRAS DE FÉ COM FREI GILVANDER, via Rádio Estúdio Brasil. 14/6/2018


O Programa PALAVRAS DE FÉ com frei Gilvander Moreira, 4 minutos, em áudio, de segunda a sexta-feira, de reflexão a partir da Bíblia e da Teologia Bíblica, reflexões que podem inspirar um jeito bonito de viver e conviver. Para ouvir PALAVRAS DE FÉ COM FREI GILVANDER entre no site www.radioestudiobrasil.com.br  e vá até o programa PALAVRAS DE FÉ. Clique em OUÇA AQUI.

É só clicar no link http://www.radioestudiobrasil.com.br/demos/demopalavrasdefe.html  que cai direto no programa PALAVRAS DE FÉ COM FREI GILVANDER.  O programa acontece de segunda a sexta-feira.

Para as rádios baixarem o programa PALAVRAS DE FÉ COM FREI GILVANDER, para posteriormente veiculá-lo, é preciso se cadastrar no site www.radioestudiobrasil.com.br   Clique em qualquer programa na palavra CADASTRE-SE AQUI, preencha o cadastro e marque o programa ou os programas que vão querer baixar e retransmitir.

Se precisar contatar frei Gilvander, eis o e-mail dele: gilvanderlm@gmail.com
Que a luz e a força divina continuem irradiando em nós, a partir dos injustiçados e em toda a biodiversidade!