sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Povo Indígena Kiriri em luta e resistência por território em Caldas/MG. ...



Povo Indígena Kiriri em luta e resistência por território em Caldas, sul de Minas Gerais. 09/10/2018.

O dia 09 de outubro de 2018 entrou para a história da luta
dos povos indígenas em Minas Gerais. Foi um dia em que os Povos Indígenas
Kiriri, Pataxo, Kamakã Mongoió Ha Ha Hae e Tuxá estiveram em Belo Horizonte, na
Cidade Administrativa, sede do governo do estado de Minas Gerais para reunião
com representantes do governo: Mesa de Negociação. Além de serem indígenas, de
lutarem por seus direitos e por políticas públicas a que têm pleno direito, há
ainda outro ponto em comum: os Kiriri, os Pataxó, os Kamakã Mongoió Ha Há Hae e
os Tuxá ocupam terras ociosas do estado de Minas Gerais, áreas que não estavam
cumprindo sua função social. Todos estão em processo de negociação e todos
estão ainda sem nenhuma solução ou acordo com o estado de Minas que garanta a
posse definitiva dessas terras. Nesse vídeo, a manifestação de lideranças do
Povo Indígena Kiriri, na Mesa de Negociação, manifestando o firme propósito da
permanência na terra onde estão desde março de 2017, ocupada por estar ociosa,
sem cumprir função social e que lhes pertence por legítimo direito. Terra esta
que tem a ver com sua ancestralidade, com sua história, com sua cultura, com
sua vida e a vida das futuras gerações. Entretanto, assim que houve a ocupação
dos índios Kiriri, a UEMG entrou com a Ação de Reintegração de Posse para
retomar a posse da terra. Vê-se uma instituição de educação e de ensino dando
um péssimo exemplo, pois age com falta de cidadania e solidariedade aos povos
indígenas, já tão massacrados e perseguidos ao longo de nossa história –
vítimas, neste caso, também de uma prática do racismo institucional. Ação
justa, ética e moral é esperada do Governo de Minas Gerais no sentido de
assinar Decreto que garanta ao Povo Indígena Kiriri a posse desse território.


Divulgação:
http://sonhacaldas.org.br/2017/07/11/kiriri-nos-somos-gente-como-todo-mundo/

*Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do
CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo
Horizonte/MG, 09/10/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela
Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander,
acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ocupação Professor Fábio Alves, em BH/MG: Luta pelo sagrado direito à mo...





Ocupação Professor Fábio Alves, em Belo Horizonte/MG: 500 famílias na Luta pelo sagrado Direito à Moradia. 1a parte. 10/10/2018.

A cumplicidade do Poder Público com o capital especulativo que resulta na falta de política habitacional, e condena a população empobrecida a sobreviver sob a pesadíssima cruz do aluguel, fez nascer mais uma Ocupação urbana em Belo Horizonte: a Ocupação Professor Fábio Alves, localizada na divisa de Belo Horizonte com Ibirité, ao lado da Via do Minério. Há um ano, aproximadamente, algumas famílias ocuparam o terreno e, recentemente, no início desse mês de outubro, centenas de famílias juntaram-se a esse grupo. Cerca de 500 famílias constituem a ocupação desse terreno abandonado há séculos, que servia como depósito de lixo de toda espécie, entulhos, descarte até mesmo de corpos e lá montaram seus barracos de lona preta e dedicam-se ao difícil trabalho de limpeza e à organização do local para ali construírem um espaço de moradia digna. Entretanto, a mola propulsora do capital e do capitalismo impulsionou a ganância e a cobiça dos que se julgam detentores de terrenos ociosos. O terreno antes totalmente abandonado, se tornou, injustamente e inconstitucionalmente, alvo de ação da Polícia Militar de MG que na terça-feira, 10 de outubro/2018, iniciou cerco policial em torno da Ocupação. O Movimento Luta Popular (LP), a Central Sindical Popular CONLUTAS (CSP CONLUTAS) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) apoiam a Ocupação e alertam o Governo do Estado de Minas Gerais de que uma ação policial na Ocupação Professor Fábio Alves colocará em risco a vida de trabalhadores e trabalhadoras, crianças, idosos e deficientes que só querem um lugar para morar com dignidade. Nesse vídeo, o registro do início da luta e resistência dessas famílias com o trabalho de limpeza e organização do espaço. Famílias que, animadas pela fé no Deus da Vida, mantêm-se firmes nessa busca de qualidade de vida, com dignidade e paz.
*Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, da Equipe de Comunicação da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 10/10/2018.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Palavra Ética com Frei Gilvander | Padre Manoel Godoy





No Programa Palavra Ética, da TVC/BH, de 11/10/2018, frei Gilvander Moreira e padre Manoel Godoy refletem sobre o que está em jogo no 2º turno da Eleição para Presidente do Brasil no próximo dia 28/10/2018, no 2º turno das eleições. Usar e abusar do nome de Deus e da Bíblia para seduzir as pessoas é inadmissível. Jesus propôs: “Amai-vos uns aos outros.” E jamais: Armai-vos... Jesus foi preso, torturado, condenado a pena de morte e considerado bandido pelos podres poderes da política (Imperador e os governadores Herodes e Pilatos), da Economia (Saduceus, que eram os grandes proprietários de terra na época) e da Religião (o sumo-sacerdote e os sacerdotes falsos). Portanto, é grande contradição dizer “Deus acima de tudo” e discriminar negros, quilombolas, mulheres, indígenas, LGBTs, ciganos etc. Triste ver pessoa oprimida votar em opressor. Enfim, sugerimos que você assista ao vídeo no link, abaixo. Se gostar, compartilhe.


sábado, 6 de outubro de 2018

Comício Boulos/Sônia/PSOL/BH/MG-Léo Péricles/UP: Organizar resistência/D...





Comício de Boulos/Sônia/PSOL, em Belo Horizonte/MG: Leonardo Péricles, da UP e do MLB: Organizar resistência e derrotar o fascismo. 27/9/2018.

Organizar Resistência para derrotar o Fascismo. Leonardo Péricles, Presidente da UP (Unidade Popular pelo Socialismo) e da Coordenação Nacional do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), no comício de Boulos/Sônia Guajajara, candidatos a presidente e copresidenta pelo PSOL, em Belo Horizonte/MG. 27/9/2018. No dia 27/9/2018, aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, o comício de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, candidatos a presidente e copresidenta da República, pelo PSOL – 50. Tendo como lema: “Vamos juntos sem medo de mudar o Brasil”, em torno da candidatura Boulos/Sônia formou-se uma aliança de Movimentos Sociais Populares e segmentos diversos da sociedade civil organizada, com o objetivo de apresentar alternativa para um novo modelo de país, livre da subserviência ao capital e aos capitalistas, com justiça social, agrária e ambiental, igualdade, liberdade e respeito aos direitos que garantem a dignidade de todos e todas. Nesse vídeo, a mensagem de Leonardo Péricles, Presidente da UP (Unidade Popular pelo Socialismo) e integrante da Coordenação Nacional do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas).
*Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira. Belo Horizonte/MG, 27/9/2018.
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PSOL-50 - Guilherme Boulos em BH/MG: No 1º turno, escolher o sonho, a es...





Guilherme Boulos, candidato do PSOL-50 à presidência da República, no comício em Belo Horizonte/MG: "No primeiro turno, depositar na urna o seu sonho, a sua esperança." 2ª Parte. 27/9/2018.

Nascido em São Paulo, Guilherme Castro Boulos, 36 anos, é filho de pais médicos e professores da USP (Universidade de São Paulo) e é o mais jovem candidato a presidente da República. Formado em filosofia pela USP, Boulos também é historiador, professor, escritor, ativista político e coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). É candidato a presidente da República pelo PSOL, tendo como candidata a copresidenta a liderança indígena Sônia Guajajara. Nesse vídeo, a 2ª parte da mensagem de Guilherme Boulos, no comício realizado em Belo Horizonte/MG, no dia 27/9/2018, em que confirma a posição da candidatura Boulos/Sônia como elo de unidade contra o fascismo, a ditadura, o retrocesso na democracia, mas defende a importância do fortalecimento do trabalho do PSOL no primeiro turno, considerando a luta por direitos que une a todas as forças vivas da sociedade que compõem a aliança em torno dessa candidatura e que se fortalece na manifestação do voto. Guilherme Boulos conclama a toda a militância e simpatizantes do PSOL a depositarem na urna, no primeiro turno, dia 07/10/2018, o voto no melhor Projeto, depositarem o sonho e a esperança da mudança para o Brasil, livre da subserviência ao capitalismo e aos capitalistas, uma Pátria livre, para todos e todas, de todos e todas.
*Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira. Belo Horizonte/MG, 27/9/2018.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Guilherme Boulos-PSOL, em BH/MG: Sem medo de mudar o Brasil.1ª Parte - 2...





Guilherme Boulos, candidato a Presidente da República, pelo PSOL-50, no comício realizado em Belo Horizonte/MG: Sem medo de mudar o Brasil. 1ª Parte. 27/9/2018.

Nascido em São Paulo, Guilherme Castro Boulos, 36 anos, é filho de pais médicos e professores da USP (Universidade de São Paulo) e é o mais jovem candidato a presidente da República. Formado em filosofia pela USP, Boulos também é historiador, professor, escritor, ativista político e coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). É candidato a presidente da República pelo PSOL, tendo como candidata a copresidenta a liderança indígena Sônia Guajajara. Nesse vídeo, a 1ª parte da mensagem de Guilherme Boulos, no comício realizado em Belo Horizonte/MG, no dia 27/9/2018, em que fala da aliança formada em torno da candidatura Boulous/Sônia com Movimentos Sociais Populares e segmentos diversos da sociedade civil organizada, como alternativa de um novo modelo de país, livre da subserviência ao capital e aos capitalistas, com justiça social, agrária e ambiental, igualdade, liberdade e respeito aos direitos que garantem a dignidade de todos e todas. *Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira. Belo Horizonte/MG, 27/9/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Fé cristã e eleições 2018: em quem Jesus não votaria?

Reprodução: Oscar de Barros.



Fé cristã e eleições 2018: em quem Jesus não votaria? Por Gilvander Moreira[1]

Eta, espinheira danada / Que o pobre atravessa pra sobreviver / Vive com a carga nas costas / E as dores que sente não pode dizer ...” (Música Espinheira, de Duduca e Dalvan).

A crise plural pela qual passa o povo brasileiro e mundial é gravíssima: crise econômica, política, ecológica, social, crise das instituições etc. Ingenuamente pessoas acreditam que votar corretamente é o caminho para superar as injustiças. Pode ser um caminho, mas não o caminho, pois “entra ano e sai ano e o tal de fulano ainda é pior...”, cantam Duduca e Dalvan. Dentro dos ditames do sistema capitalista, eleições garantem apenas fachada de democracia em sistemas opressores. Correto é investir apenas 5% do nosso tempo, sabedoria e energia em eleições para elegermos os/as melhores candidatos/as e dedicar 95% do nosso tempo, sabedoria e energia na luta por direitos humanos fundamentais para construirmos Política com P maiúsculo, que é luta pelo bem comum. Justo seria se o voto fosse facultativo e votasse quem quisesse e tivesse acesso às principais informações para discernir quais são os/as melhores candidatos/as. Fato é que Eleição não é o que garante democracia econômica, social e política. O voto vale muito pouco. Se voto tivesse valor, não teria acontecido golpe parlamentar, jurídico e midiático contra e ex-presidenta Dilma Rousseff, sem ela ter cometido crime de responsabilidade. Alegando que iriam diminuir o desemprego, a maioria dos deputados federais e senadores ignoraram 54 milhões de votos e destituíram uma presidenta eleita pela vontade da maioria do povo brasileiro, abrindo as comportas para vários cortes em direitos fundamentais/sociais e rasgando a Constituição.
Há vários mitos e mentiras circulando agora em tempo de campanha eleitoral. O Brasil não é uma empresa e nem um quartel. Logo, a eleição presidencial não é para escolher o melhor coronel/capitão e nem para escolher o melhor administrador de empresa. O Brasil é um país com 206 milhões de habitantes, um território de 9,5 milhões de quilômetros quadrados e com biomas – Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal, Caatinga e Pampa – profundamente devastados pelo agronegócio que, por meio de monoculturas, uso exagerado de agrotóxico e produção de alimentos transgênicos, está causando a maior devastação socioambiental da história. Pesquisas científicas apontam que o uso de agrotóxicos na agricultura do agronegócio está causando câncer em mais de 600 mil pessoas a cada ano no Brasil.
O latifúndio continua sendo a coluna mestra do capitalismo brasileiro, que é uma máquina de moer vidas humanas e de toda a biodiversidade. As áreas urbanas, por sua vez, consolidam os modelos de desigualdade social, onde a população empurrada para a periferia não tem acesso a uma política habitacional, saneamento básico, saúde e transporte digno. A violência social campeia com mais de 70 mil jovens sendo assassinados anualmente. Diante desse cenário, seja em área rural ou urbana, uma cortina de fumaça está sendo insuflada diante do povo que está sendo cegado e impedido de discernir quais são os/as candidatos/as éticos/as e que de fato serão representantes do povo nos poderes executivo e Legislativo, em âmbito federal e estadual.
As causas principais da violência social que se abate sobre o povo brasileiro, a Mãe Terra, as águas e todos os seres vivos está no capitalismo, sob o modelo de agronegócio e a superexploração dos bens naturais que é imposta pelas empresas transnacionais e pelo capital financeiro e especulativo, principalmente. Predomina aqui o racismo ambiental sob a manutenção da condição de colonialismo que atinge trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e outros tipos de povos tradicionais, em regra os mais penalizados. Ainda importante lembrar que nos últimos 20 anos aproximadamente 50 mil trabalhadores se encontravam em situação análoga à escravidão, sendo que esta estimativa deve ser bem superior, estando a maioria envolvida escravizada nos setores de extração mineral, construção civil, agronegócio e confecção de roupas e tecelagem, esta última, que serve a famosas grifes de moda e de redes de varejistas.
Não podemos esquecer que a sociedade brasileira é uma sociedade de classes, organizada para reproduzir a desigualdade social. Há a classe dominante detentora dos meios de produção – terra, empresas, indústrias, fábricas, grandes comércios e capital financeiro especulativo – subjugando a classe trabalhadora e a classe camponesa. Ou seja, opressão de classe e luta de classes são características básicas das relações sociais capitalistas.
Não se deve dar crédito aos candidatos que repetem à exaustão a cantilena: “Temos que gerar emprego e para isso precisamos atrair investidores internacionais com capital internacional. Para isso temos que reduzir o Estado, promover austeridade fiscal e promover competitividade.” Candidatos e partidos que fazem esse tipo de discurso/propaganda na prática estão dizendo “bem-vindas empresas transnacionais. O Brasil está aqui para ser sugado e surrupiado. E o povo resignado aceitará nova colonização.” Quem promove isso não ama o povo brasileiro.
No Bloco de centro-direita estão os candidatos Geraldo Alkmin (PSDB), Henrique Meireles (MDB) e Bolsonaro (PSL) (para citar os que têm mais votos). São candidatos do grande empresariado e que representarão os interesses do capital nacional e internacional. Jamais irão governar para o povo e nunca com o povo. Serão sempre subservientes aos interesses imperiais dos Estados Unidos e continuarão privatizando as empresas estatais, a mãe terra, as águas, reduzindo o povo à miséria e desertificando nosso território. Esses candidatos não falam nada sobre necessidade de políticas de preservação ambiental e nem de se fazer Reforma Agrária Popular. Ao contrário, prometem fortalecer o agronegócio, as mineradoras e até impedir a demarcação de terras dos povos indígenas e quilombolas. Isso é injustiça que clama aos céus!
Na extrema-direita, Jair Bolsonaro é o pior candidato a presidente, porque ele discrimina as mulheres, os indígenas, os quilombolas, as domésticas, os homossexuais, os pobres. Bolsonaro defende torturadores e a tortura. Ele usa em vão o nome de Deus, pois semeia ódio no tecido social; em vez de colocar livros nas mãos das pessoas, quer liberar o mercado de armas no Brasil. Em 30 anos como deputado, Bolsonaro não contribuiu para melhorar nem a segurança pública no estado do Rio de janeiro. Se eleito, ele será como Trump no Brasil: autoritário e repressor. O ético é pôr nas mãos das pessoas livros e não armas. Ele recebe auxílio moradia sem precisar, usa funcionária do congresso para cuidar da mansão dele no estado do RJ. Ele quer privatizar tudo, ou seja, entregar o povo brasileiro, a Mãe Terra, as águas, tudo para multinacionais. Disse que os povos indígenas não merecem “nem um centímetro de terra”. É uma grande contradição ser pessoa cristã e apoiar quem quer semear violência na sociedade, distribuir armas e autorizar policiais a matar. O povo brasileiro não merece entrar novamente em outra ditadura. O filho dele, Carlos Bolsonaro, também deverá ser julgado por defender a tortura. Grave também são lideranças religiosas, sejam padres ou pastores, induzirem os fiéis a votarem em Bolsonaro só por causa do seu discurso enganoso que diz “Deus acima de tudo e defensor da família e da moral tradicional”. Ele mesmo já passou por vários casamentos e apresenta propostas antagônicas com a fé cristã: armar as pessoas, ensinar crianças a atirar, dizer que a polícia tem que ser autorizada a poder matar etc..
No bloco de centro-esquerda estão a candidata Marina Silva (REDE) e os candidatos Ciro Gomes (PDT), Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). Para a classe trabalhadora e camponesa Guilherme Boulos é o melhor, pois está umbilicalmente ligado aos movimentos sociais populares, sendo Boulos do MTST e tendo como co-presidenta Sônia Guajajara, liderança indígena profundamente comprometida com a defesa da Mãe Terra, da Irmã Água e da família mais tradicional do Brasil: a indígena. Eis uma dica: no 1º turno, votar no melhor e no 2º turno impedir a eleição do pior. Ético e cristão é votarmos em candidatos não capitalistas, à esquerda, e jamais em candidatos de centro ou de direita. Votar em quem defende a classe trabalhadora e a classe camponesa.
De 2003 a 2015, sob o Governo do PT o salário mínimo teve aumento real, 16 universidades federais e 422 Institutos Federais foram construídos, além de várias políticas públicas de respeito aos direitos humanos fundamentais. Conquistas sociais que nenhum outro partido fez. Não podemos aventurar por no volante do Brasil quem insufla políticas repressoras, que são falsos remédios para injustiças sociais e, pior, até acena no rumo de uma nova ditadura. A quem não sabe o que é Ditadura Militar-civil-empresarial sugiro ler o livro Brasil Nunca Mais e assistir ao Filme Batismo de Sangue.
Enfim, o povo trabalhador e camponês não deve votar em deputados que o traiu no Congresso Nacional congelando os gastos sociais por 20 anos, fazendo a “reforma trabalhista”/desmonte dos direitos trabalhistas, cortando direitos sociais e aprovando a terceirização. Sugerimos: Não votar nos deputados federais e senadores (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/saiba-como-cada-deputado-votou-em-relacao-pec-do-teto-de-gastos.html –https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/pec-do-congelamento-de-gastos-como-votaram-os-senadores) que foram a favor da PEC da Morte (congelamento por 20 anos dos investimentos em políticas públicas, Emenda Constitucional nº 95/2016), à Terceirização e à Reforma Trabalhista (https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/reforma-trabalhista-como-votaram-os-deputados – https://g1.globo.com/politica/noticia/saiba-como-cada-senador-votou-sobre-a-reforma-trabalhista.ghtml). Não votar em candidatos que ataquem os Direitos Humanos e defendam o “uso das armas” (https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,arma-e-garantia-de-nossa-liberdade-defende-bolsonaro-em-curitiba,70002247541 ) como solução para os problemas sociais.
Como discípulos/as de Jesus Cristo, devemos primar pela busca da paz como fruto da justiça social, agrária e ambiental; ter o amor e o respeito ao diferente como princípio da convivência social; diante das injustiças sociais, cultivarmos sempre Opção pelos injustiçados como Opção de Classe trabalhadora. É muito importante e fundamental estarmos cientes de que a superação das injustiças passa sempre por educação e cultura popular, a partir dos de baixo. Se as eleições não nos motivam pela politicagem impregnada no sistema que as gerenciam, inspiremo-nos, porém, nas palavras do Papa Francisco e sigamos firmes na luta: “Não deixemos que nos roubem a esperança” (Evangelium Gaudium, 86). Enfim, Jesus de Nazaré não votaria em candidatos que usam em vão o nome do Deus da Vida e nem em candidatos que representam os interesses do capital.

Arinos, MG, 1º/10/2018.

[1] Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Ciências Bíblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupações Urbanas; prof. de “Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos” no IDH, em Belo Horizonte, MG.
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